O veto da antiga comissão técnica que De La Cruz derrubou no Flamengo

A vitória do Flamengo sobre o Cusco na estreia da Libertadores deixou lições importantes para o restante da temporada. Além dos três pontos na bagagem, a Nação comemorou a quebra de um estigma envolvendo um dos jogadores mais talentosos e caros do atual elenco rubro-negro.
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O meia De La Cruz provou seu valor na altitude de Cusco durante a vitória do Flamengo na Libertadores. Após ser frequentemente vetado neste cenário pela antiga comissão técnica, o uruguaio atuou por oitenta e seis minutos e foi o grande maestro rubro-negro no Peru.
A mudança de postura com Leonardo Jardim
Na temporada passada, sob o comando de Filipe Luís, havia um consenso interno de que De La Cruz não suportava o desgaste imposto pelo ar rarefeito. O uruguaio era presença certa na lista de desfalques sempre que o Mais Querido precisava subir a Cordilheira dos Andes, o que gerava frustração na torcida devido à dependência de sua criatividade no meio-campo.
No entanto, o técnico Leonardo Jardim decidiu testar os limites do atleta a 3.400 metros acima do nível do mar, e a aposta se provou certeira. De La Cruz não apenas suportou o desafio fisiológico, como foi o responsável por cadenciar o jogo, ditar o ritmo dos passes e fazer a equipe respirar com a bola no pé nos momentos de maior pressão peruana. O camisa 18 só deixou o gramado aos 40 minutos do segundo tempo, exausto, mas com o dever cumprido.
O "reforço caseiro" para a temporada 2026
A excelente resposta física na altitude é o resultado direto de um sacrifício feito pelo próprio jogador. Durante o período de férias, De La Cruz abriu mão de parte do seu descanso para realizar um tratamento intensivo no joelho, visando acabar com as dores crônicas que limitaram seu rendimento em momentos cruciais do ano passado.
Se esse tratamento continuar surtindo o efeito desejado, o Flamengo ganha uma espécie de "reforço caseiro" de peso para 2026. Ter um De La Cruz saudável, capaz de suportar os 90 minutos em condições extremas e ditar o compasso da equipe, eleva o patamar tático do time de Leonardo Jardim e soluciona um dos maiores problemas enfrentados pelo Rubro-Negro nas últimas competições continentais.











